PROF. RUFINO/REVISÃO DE REDAÇÃO 31.08.13
ATIVIDADE: PARA PRATICAR A IDENTIFICAÇÃO DE VARIADAS ESTRATÉGIAS EM UM
TEXTO
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(ÉPOCA – edição 779)
O NEW YORK TIMES NÃO SABIA
Lula vai ter uma coluna mensal no “New York
Times”. Pelo visto, os americanos estão levando a sério o projeto da
decadência do império. Escolheram a dedo o amigo dos fantasmas de Khadafi e
Chávez, porta-voz nas Américas de Ahmadinejad, o tarado atômico que quer
explodir os EUA. Não se sabe ainda quem vai escrever a coluna de Lula.
Possivelmente, algum democrata importado por José Dirceu de Cuba. O “New York
Times” vai ver o que é bom pra tosse.
Lula já cansou de dizer a seu povo que ler
jornais é perda de tempo. O filho do Brasil vive exortando seus fiéis a não
acreditarem no que a imprensa diz. Nesse aspecto, pode-se dizer que o “NYT”
chegou à perfeição. Se a vocação da imprensa é mentir, o jornal americano tem
agora o maior especialista no assunto.
O gesto do jornal mais influente do mundo, ao
contratar um ex-presidente no exato momento em que ele é investigado pela
polícia de seu país por corrupção, pode ser entendido de duas formas: ou o
“NYT” aderiu à moral petista, ou – mais provável – o jornalão está se lixando
para o que acontece no Brasil, e resolveu usar Lula como mais um souvenir da
pobreza, desses que a esquerda festiva americana ama. Se o colunista
disfarçar bem os ideais parasitários que implantou em seu país, a contratação
exótica pode até ajudar a vender jornal. Ficção científica sempre dá ibope.
Dizem que a coluna de Lula tratará de vários
assuntos internacionais. Fica aqui, então, uma sugestão de pauta para o texto
de estréia: a conquista de Roma por Rosemary. A despachante de Lula e Dilma,
investigada por tráfico de influência, foi instalada pelo Itamaraty na
elegante embaixada brasileira na Itália, numa viagem de passeio. Não pode
haver assunto internacional mais quente para a coluna de Lula no “New York
Times”.
Mas o ex-presidente não deve contar tudo de uma
vez só. O ideal seria que ele iniciasse uma série – sugestão de título:
“Rose’s story” – e a cada coluna fosse detalhando os passos épicos de
Rosemary Noronha como representante da Presidência da República em São Paulo,
com todas as ações cirúrgicas para implantar picaretas nas agências
reguladoras e transformá-las em balcões de cargos e negócios. Seguiria-se a
história de como Dilma Rousseff protegeu a lobista no lendário escritório
paulista da Presidência, até que a floresta de golpes finalmente vazasse. O
leitor americano vai adorar – vai achar que está lendo Agatha Christie, a
rainha do crime.
Truman Capote e Gay Talese sumirão na poeira com
o realismo pulsante de Lula no “NYT”. Os americanos vão descobrir enfim o
verdadeiro thriller da vida como ela é – e as famosas incursões de Capote e
Talese pelo submundo vão parecer brincadeira de criança. O colunista
brasileiro poderá narrar as peripécias de Waldomiro, Valdebran, Gedimar,
Vedoin, Bargas, Valério, Delúbio, Silvinho, Erenice, Rosemary e grande
elenco, o que garantirá ao “New York Times”, pelo menos uma vez por mês, uma
edição de arrepiar.Os leitores interessados na realidade terceiromundista vão
entender enfim o que é miséria (moral).
O público gringo de Lula vai vibrar com a
história fantástica do mensalão, o escândalo que levou ao maior julgamento
por corrupção da história do seu país, sem sequer arranhar o poder do grupo
político que engendrou o golpe. O leitor americano se fascinará com a história
da marionete que virou presidente e símbolo feminista sem completar um único
raciocínio lógico de autoria própria. Vão achar que é realismo fantástico – e
aí caberá ao colunista jurar pela liberdade de Rosemary que é verdade.
A coluna de Lula será um sucesso, basta ele
colocar lá suas memórias dos últimos dez anos. Líderes do mundo todo ficarão
magnetizados com o final feliz petista – a tecnologia de eternização no poder
sem governar, apenas torrando as riquezas nacionais em propaganda
“progressista” e aliciamento de cúmplices. Um governo que chama a inflação de
volta com seu show de populismo, fisiologismo e negligência, e consegue
recordes de aprovação… O mundo descobrirá que Paulo Coelho não é o maior mago
brasileiro.
Enquanto a revolução bolivariana não acaba com a
imprensa burguesa, o companheiro Lula pode contar tudo o que não sabia –
basta mandar Dilma proibir a Polícia Federal de ler o “New York Times”.
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Identifique na produção de Fiuza, através de
destaque/sublinhamento cada trecho referente às estratégias abaixo:
Estratégias argumentativas:
Reprodução de discurso;
Uso de ditado popular;
Ironia;
"Frase feita";
"Aumentativo pejorativo";
Metáfora;
Exemplificação.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
TEMA - Viagem sem volta a Marte: pioneirismo ou alucinação?
A colonização de Marte atraiu a atenção do público
e dos meios de comunicação em agosto passado, devido ao projeto da empresa Mars
One, que abriu inscrições para candidatos a uma viagem sem volta ao planeta
vermelho. Abaixo, você encontra informações sobre o assunto, bem como a opinião
que o jornal Folha de S. Paulo tem acerca dele. O número de inscritos
ultrapassou o patamar de 150 mil e, entre gente de vários países do mundo, há
também brasileiros. Levando isso em consideração, como você encara o
empreendimento e as pessoas que nele se engajaram? Acha que é algo destinado
desde já ao fracasso ou, pelo contrário, que pode dar certo? Um projeto desse
tipo lhe parece útil? Por quê? E quanto aos que se candidataram, você os
considera malucos ou idealistas? Desenvolva uma dissertação argumentativa sobre
essas questões, expondo seu ponto de vista e dando razões que o sustentem.

O árido panorama da
paisagem marciana, em mosaico de fotos retiradas pelo Curiosity, o jipe cujo
objetivo é procurar vida orgânica no planeta
Projeto Mars One
A startup holandesa Mars One, do alemão Bas Landsdorp, já tem mais de
100 mil pessoas inscritas para colonizar Marteem uma viagem sem volta. Os
quatro selecionados receberão uma passagem apenas de ida para Marte.
(...)
Qualquer pessoa com pelo menos 18 anos de idade pode mandar um vídeo de
inscrição explicando por quais motivos deve ser selecionada. Mas é preciso
estar preparado para dizer adeus ao planeta Terra para sempre, pois não há
planos de trazer os astronautas de Marte.
Quem decidir se inscrever precisa pagar uma taxa para ajudar a financiar
o custo do projeto, orçado em 6 bilhões de dólares.
Maratona Marte
Não há dúvidas de que a colonização do planeta vermelho ocupa espaço
nobre no imaginário humano. Mas será um objetivo realista?
Mars One é a menos crível das missões em cogitação. Não se tem notícia
de que a organização privada disponha de fundos e capacidade técnica para
decolar. Os detalhes nunca foram divulgados.
Nem mesmo a Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, tem planos
concretos de pousar em Marte. Em 2010, o presidente Barack Obama fixou o
objetivo de levar astronautas até lá na década de 2030, mas só para orbitar o
planeta. Para antes disso, em 2025, os americanos preparam uma missão
intermediária: abordar um asteroide.
O dono da bola
"Estabelecer uma colônia permanente em Marte implica ir sem voltar.
Isso parece impressionante, mas não se pode esquecer que na história de nosso
planeta, as pessoas que partiram em viagens de exploração deixaram para trás
suas famílias", explicou Lansdorp [o empresário responsável pelo projeto].
A Mars-One disse que os quatro primeiros voluntários chegarão a Marte
depois de uma viagem de sete meses, em 2023. A colônia deve ser abastecida a
cada dois anos.
(...)
"A primeira missão terá como objetivo trabalhar no sistema de
suporte de vida", afirmou ainda o responsável, admitindo que o meio
ambiente em Marte é muito hostil, carece de oxigênio e tem temperatura média de
-63ºC.
Brasileiros no espaço
O músico Bruno, 22 anos, a farmacêutica Melissa, 34 anos, e o físico
Manoel, 58 anos, são paulistanos, mas não se conhecem e têm vidas bem
diferentes. Um é solteiro e filho único. A outra tem namorado e adora viajar. O
último já tem filhos e quer viver dias tranquilos. Mas os três têm um sonho em
comum: morar em Marte.
Eles estão entre os pelo menos 3.000 brasileiros que se inscreveram para
viajar para o planeta vermelho no projeto da empresa holandesa Mars One. Entre
os brasileiros, ao menos 33 já foram pré-selecionados.
A missão já tem 165 mil inscritos de 120 países e promete colonizar o
planeta em 2023. Devido ao alto custo do projeto (R$ 15 bilhões), a viagem será
só de ida. As inscrições acabam neste mês.[Agora São Paulo]
Observações
Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;
Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;
A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
Não deixe de dar um titulo à sua redação.
MAIS UMA
LEITURA PARA A JUDAR A REFLETIR
O Homem; As Viagens
Carlos Drummond de Andrade
O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca
diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.
Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte - ordena a suas
máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto - é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a
júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras
colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias
inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.
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