sexta-feira, 5 de abril de 2013

TEMA DE REDAÇÃO PARA OS ALUNOS DO 3º ANO

Eutanásia: quem decide a hora certa de morrer?

As denúncias envolvendo a médica Virgínia Helena de Souza, acusada de antecipar a morte de pacientes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Paraná, reacenderam, neste ano, a polêmica sobre um assunto antigo: a eutanásia. A palavra de origem grega significa boa morte e refere-se ao direito que os indivíduos teriam de optar por encerrar a vida de modo antecipado e sem dor. Isso é visto por muitos como um alívio aos doentes incuráveis que sofrem exageradamente, por longos tempos, no aguardo da morte. Há países, como Holanda e Bélgica, nos quais a eutanásia é legalizada, mas, no Brasil, é crime. O tema desperta muitas discussões: se estiver consciente, o doente tem o direito de decidir quando parar de viver? E se estiver inconsciente, a família poderia ter esse direito? Caso fosse legalizado, quem teria a tarefa de ajudar o doente a provocar a própria morte? E os médicos, como deveriam agir, já que juraram defender a vida? Queremos saber a sua opinião sobre o assunto. Leia os textos de apoio e depois escreva uma dissertação argumentativa de até 30 linhas. Posicione-se, defenda seu ponto de vista com argumentos bem fundamentados e apresente propostas indicando como a sociedade deve lidar com essa questão.
Envie sua redação

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:

  • Javier Bardem, em cena de "Mar adentro", filme espanhol que discute a eutanásia e ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2004

Legislação brasileira

O Código Penal Brasileiro Atual não fala em eutanásia explicitamente, mas em "homicídio privilegiado". Os médicos dividem a prática da morte assistida em dois tipos: ativa (com o uso de medicamentos que induzam à morte) e passiva ou ortotanásia (a omissão ou a interrupção do tratamento). Hodiernamente, no caso de um médico realizar eutanásia, o profissional pode ser condenado por crime de homicídio – com pena de prisão de 12 a 30 anos – ou auxílio ao suicídio – prisão de dois a seis anos.
No mesmo diploma legal, a Eutanásia passiva, tema de nosso maior interesse, está atualmente tipificada como crime previsto no artigo 135, intitulado omissão de socorro.
"Art. 135. Deixar de prestar assistência, quando possível faze-lo sem risco, à criança abandonada ou extraviada, ou a pessoa inválida ou ferida, ao desamparado ou em grave e eminente perigo; ou não pedir, nesses casos socorro da autoridade pública:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.
Parágrafo único. A pena é aumentada da metade, se da omissão resultar lesão corporal de natureza grave, e triplica, se resulta a morte." (Grifo nosso)
Bem próximo da eutanásia está o suicídio assistido, mas não se confundem. Nem o suicídio assistido se confunde com a indução, instigação ou auxílio ao suicídio, crime tipificado no artigo 122 do Código Penal. Na eutanásia, o médico age ou omite-se. Dessa ação ou omissão surge diretamente a morte. No suicídio assistido, a morte não depende diretamente da ação de terceiro. Ela é conseqüência de uma ação do próprio paciente, que pode ter sido orientado ou auxiliado por esse terceiro.
[Egov - Portal de e-governo, inclusão digital e sociedade do conhecimento]

"Quero desentulhar a UTI

Virgínia Helena Soares Souza, a médica responsável pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da entidade, que está presa desde anteontem, foi indiciada sob suspeita de homicídio qualificado, segundo apurou a Folha. Ela nega qualquer crime.
Nas investigações, iniciadas há um ano, foram gravadas falas da médica no hospital. "Quero desentulhar a UTI, que está me dando coceira", disse Virgínia, segundo áudio divulgado pelo "Jornal Nacional".
Em outro trecho, ela diz: "Infelizmente é nossa missão intermediá-los [os pacientes] do trampolim do além".
Há indícios, diz a polícia, de que pacientes do SUS (Serviço Único de Saúde) tenham sido mortos como forma de "liberar" vagas na UTI para pacientes que pagariam pelo serviço. A polícia suspeita que aparelhos foram desligados e medicações foram suspensas.
[Folha de S. Paulo, Cotidiano]

Holanda e Bélgica

Desde que entrou em vigor na Holanda, no dia 1º de abril de 2002, "o texto da lei não sofreu modificações, mas evoluiu, de forma que os médicos a entendem", disse à AFP a porta-voz do Ministério holandês da Saúde, Inge Freriksen.
Na Holanda, a eutanásia é permitida desde que o paciente a solicite, em plena posse de suas faculdades mentais, demonstrando que é vítima de sofrimentos "insuportáveis e intermináveis", devido a uma doença incurável.
Cerca de um terço dos pedidos "sérios" são aceitos pelos médicos. "O conceito de 'sofrimento insuportável' tornou-se mais claro" ao final dos anos, destacou Eric van Wijlick, um dos dirigentes da Sociedade Real de Médicos (KNMG), que representa mais da metade dos profissionais holandeses.
Em 2011, a eutanásia foi praticada pela primeira vez na Holanda, com um paciente que sofria de Alzheimer em estado avançado. (...)
A maioria dos 3.136 enfermos submetidos a essa prática em 2010, na Holanda, era composta por pessoas que sofriam de câncer. Cerca de 80% deles preferiram morrer na própria casa.
[Revista Exame]

Observações

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;

Deve ter uma estrutura dissertativa-argumentativa;

Não deve estar redigido sob a forma de poema (versos) ou narração;

A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;

TEMA DE REDAÇÃO PARA OS ALUNOS DO 3º ANO

Violência contra a mulher





“No Brasil, todos os dias morrem em média 10 mulhe res, vítimas da violência doméstica. Estudos mostram que, para alguns homens, ser cruel é sinônimo de virilidade, força, poder e status. “Para alguns, a prática de atos cruéis é a única forma de se impor como homem”, afirma a antropóloga Alba Zaluar.


Escreva uma dissertação em que  analise as  causas que perpetuam a violência contra as mulheres e as medidas necessárias para erradicá-la.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ESTUDE PORTUGUÊS!

Pesquisa revela: língua portuguesa elimina estudantes durante seleção

Uma das ferramentas mais observadas por gestores em processos seletivos, o teste ortográfico, foi tema de uma pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios – Nube. Realizado durante todo o ano de 2012, com 7.219 participantes, o estudo reuniu informações e estatísticas importantes quanto ao desempenho dos jovens de diferentes segmentos, áreas de atuação e de ensino.

 
O teste foi aplicado na forma de ditado, com 30 palavras do cotidiano, como “seiscentos”, “escassez”, “artificial”, “sucesso”, “licença” e “censura”. Era considerado reprovado quem cometesse mais de sete erros. Exatos 2.081 candidatos (28,8%) não obtiveram êxito na etapa da seleção e foram eliminados. As mulheres se saíram melhor. Apenas 26,6% não passaram. Já entre os homens, o número foi maior, 32%. O estudante de Gestão de TI, Leonardo Lopes, levanta uma reflexão sobre a nova ortografia. “Um dos problemas é o costume com a linguagem da Internet. Em certos casos, para agilizar, esse formato é essencial. Mas é preciso separar o mundo virtual da realidade. Quantas pessoas se preocuparam em ler o novo acordo ortográfico? Com certeza poucos. Web é importante, ajuda muito, mas ler um bom livro também é fundamental”, acredita Lopes.
 
Seguindo a linha estatística, um dado chamou a atenção: os mais novos, com idade entre 14 e 18 anos, apresentaram melhor desempenho, com 75% de sucesso, superando outras faixas como a de 19 a 25 anos (68,9%), 26 a 30 anos (69,2%) e acima de 30 anos (71,2%). “Impressiona o fato de os jovens na fase da universidade, registrarem erros graves na grafia. Apenas 25% dos brasileiros mantém o hábito da leitura. Com isso, o reflexo é percebido antes até de ingressarem no mercado de trabalho. Muitos ficam pelo caminho e são excluídos das chances de construírem uma carreira, por terem pouca intimidade com as palavras”, analisa o supervisor de seleção, Erick Sperduti.

Separando por níveis de ensino, alunos de médio técnico lideram negativamente o ranking com pior desempenho nos testes ortográficos. Em torno de 37% ultrapassaram as falhas aceitáveis, seguidos dos estudantes do superior tecnólogo (30%), médio (29%) e superior (28,5%). Quem estuda em escola pública, teve desempenho pior (30%) se comparados a instituições particulares (17%). Já na faculdade os dados quase se invertem. Cerca de 30% dos jovens das escolas privadas ficaram para trás contra 19% das faculdades municipais, estaduais ou federais.
 
Entre os cursos, também foram divididos aqueles com melhores e piores índices. Com desempenho mais baixo, em quantidade de reprovados, estão os alunos de Pedagogia (50%), Jornalismo (49%), Matemática (41,4%), Psicologia (41%) e Ciência da Computação (40%). Na outra ponta, com maior aprovação estão Comércio Exterior (83%), Medicina Veterinária (82%), Relações Públicas (80%), Engenharia de Produção (80%), Nutrição (75,5%), Engenharia Elétrica (74,5%) e Direito (74%).
 
“A prática de leitura e, principalmente, o hábito de escrever suas ideias é um bom exercício para aprimorar a linguagem e não perder boas oportunidades em provas como o Enem ou processos seletivos”, ressalta Sperduti. “O desafio para os futuros profissionais não é apenas concluir o curso, mas mostrar domínio do nosso idioma”, finaliza.

Fonte: Nube

quarta-feira, 3 de abril de 2013

JOGOS DOS 100 ERROS!

TENTE O MÁXIMO DE PONTOS POSSÍVEIS!


ATIVIDADE DE LINGUA PORTUGUESA

Mãe com medo de lagartixa
Ana Maria Machado
Era uma vez uma mãe... que tinha medo de lagartixa.
No resto, era valente: ficava sozinha, cantava no escuro, tomava sopa quente.
Era mesmo corajosa: enfrentava barata, discutia com o chefe, tomava injeção toda prosa.
De bicho de pena e de bicho de pêlo, ela gostava muito. Filho dela podia ter cachorro, gato, coelho, periquito, curió, canário, porquinho-da-índia.
Nem que fosse tudo ao mesmo tempo, ela não se incomodava, até animava, mais ainda inventava.
Peixe e jabuti, também, ela deixava como ninguém. E tinha aquário redondo com peixe vermelho e tinha varanda vermelha com jabuti redondo.
Se os filhos descobrissem macaco com asa, ela era capaz de deixar em casa.
Se para uma vaca encontrassem lugar, não ia ser ela quem ia atrapalhar.
Se na área um cavalo coubesse direito, a meninada ia logo dar jeito, e ela na certa ia achar perfeito.
Mas sapo? Minhoca? Perereca? Camaleão?
Nem queria saber. Disfarçava e ia se esconder.
Os filhos explicavam:
— Mamãe, que é que tem? Um bicho tão bonzinho, não faz nada, olha aí!
Ela olhava. Mas não gostava.
E aqueles lagartinhos nas pedras-do-sol?
— Um bichinho à-toa, mãe, deixe de ser boba!
Mas aí ela era boba. Tão boba que no caminho da praia, pelo meio do matinho, ia pisando forte e falando alto, fazendo barulho só para assustar os lagartinhos – que saíam correndo, morrendo de medo de uma mulher tão grande e barulhenta.
Mas o medo maior era o que a mãe tinha de lagartixa.
— Um perigo dentro de casa! Pode atacar a qualquer instante!
— Atacar, mãe? Que idéia – ria Antônio.
— Que gracinha, mãe. Olha aquela lagartixa lá no alto da parede – mostrava João.
— É mesmo, branquinha e transparente, de cabeça em pé. Parece filhote de jacaré – dizia Luísa.
Não adiantava. Ela não gostava.Um dia, resolveram pregar uma peça nela.
Na saída da escola, tinha um vendedor de bala, estalinho, pirulito e brinquedo.
Brinquedos gozados: baratas e aranhas de plástico, lagartixas de mentirinha.
Compraram duas e levaram para casa. Puseram uma na gaveta, outra na prateleira, ao lado.
Quando ela chegou do trabalho e foi mudar a roupa, foi um susto. Quer dizer, primeiro foi um:
— Ai! Me ajudem! Antônio! Luísa! João!
Depois foram dois sustos:
— Depressa! Vem cá todo mundo!
Os meninos foram correndo. E viram a mãe tremendo.
— Uma lagartixa horrorosa! Subiu pelo meu braço e correu para a gaveta!
         E tem outra medonha ali na prateleira... Pelo amor de Deus, vocês peguem esses bichos horríveis, que eu não agüento nem ver!
Os meninos se olharam enquanto ela saía:
— E lagartixa de brinquedo sobe pelo braço?
— Será que tem alguma de verdade?
Olharam bem. Não tinha. Só as mesmas, de brinquedo. E ela com tanto medo! Que mãe fiteira! E, ainda por cima, inventadeira...
Foram rir dela, numa grande gozação: mas chegaram na sala e não riram. Porque que ela falou foi assim:
— Que bom que vocês estavam em casa. Vocês são tão corajosos... Fico tão orgulhosa de meus filhos que não têm medo e tomam conta de mim...
E, sentada no sofá, abraçou os três ao mesmo tempo, fechou os olhos, encostou a cabeça neles, feito menina pequena.
E eles se olharam e entenderam.
Todo mundo tem seu medo, cada um tem seu segredo. Quem parece sempre forte, no fundo é meio sem sorte: tem que agüentar bem sozinho, sem ajuda nem carinho:
— A mãe é que nem a gente.
E gente se assusta, chora, ri, fala, inventa, conta, grita e cochicha. E pode até ter medo de lagartixa.
Alguns medos e seus segredos. Rio de Janeiro, Nova Fronteira.
01) O que o textgo não mostra?
a) A mae entusiasmada
b) Medos
c) Grandes sustos
d) Todo mundo tem seu medo
e) Violencia domestica
02) Quando emitimos opiniões, elas se tornam mais compreensíveis se forem ilustradas com exemplos. Que exemplos o narrador emprega para justificar que a mae era corajosa?
a) Ele afirma que ela ficava sozinha, cantava no escuro e tomava sopa quente.
b) Ela possuía medo de lagartixa
c) Ela possuía medo não só de lagartixa, mas de vários animais
d) Ela possuía vários filhos corajosos
e) nra
03) A mae do texto é bastante tolerante. Isso se mostra por que:
a) Ela tinha medo de bichinhos nas pedras
b) Ela deixaria que os filhos trouxessem até um macaco para casa
c) Ela aceitou bem o fato de uma lagartixa subir por seu braço
d) Ela conhecia brinquedos como sapo de borracha
e) nra
04) Qual a conclusão chegada pelos meninos?
a) Que lagartixa amedronta mulheres
b) Que sua mae, como qualquer outra, possui seus medos
c) Que não se deve pregar peças nas mães e sim respsitá-las
d) Que sua mae é bem diferente deles
e) Que todas as mães possuem medo de lagaretixa
05) Em qual das alternativas abaixo, o termo entre parênteses é um Adjetivo?
a) Foram rir dela, numa grande gozação: ... (grande)
b) mas chegaram na sala e não riram. Porque que ela falou foi assim: ... (sala)
c) Que bom que vocês estavam em casa. ... (casa)
d) Fico tão orgulhosa de meus filhos que não têm medo ... (não têm medo)
e) ... encostou a cabeça neles, feito menina pequena. ... (menina)
06) em “Uma lagartixa horrorosa” o adjetivo é classificado como:
a) Primitivo – composto – pátrio
b) Derivado – composto
c) Primitivo – simples – pátrio
d) Primitivo – composto
e) nra
07) Classifique os adjetivos destacados em (U) uniforme ou (B) Biforme, depois marque a alternativa que contenha a sequancia correta:
Frase
Classif.
E tinha aquário redondo com peixe vermelho...
(     )
... e tinha varanda vermelha com jabuti redondo.
(     )
Um bicho tão bonzinho, não faz nada, olha aí!
(     )
Um bichinho à-toa, mãe, deixe de ser boba!
(     )
...morrendo de medo de uma mulher tão grande e barulhenta.
(     )
a) U – B – B – U – B
b) B – B – U – U – B
c) U – B – B – U – U
d) B – B – B – U – B
e) U – B – B – U – B
08) Em qual das alternativas os temros em destaque é uma locução adjetiva?
a) De bicho de pena e de bicho de pelo
b) ... morrendo de medo de uma mulher tão grande e barulhenta.
c) Mas o medo maior era o que a mãe tinha de lagartixa.
d) Um perigo dentro de casa!
e) É mesmo, branquinha e transparente, de cabeça em pé.

DIVIRTAM-SE FORMANDO PALAVRAS!

LETROCA